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La Niña causará aumento da temperatura média global

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Foto: seca na Somália/Pnud - ONU News

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Foto: seca na Somália/Pnud - ONU News


Fenômeno em 2021/2022  influenciará temperaturas e precipitação; OMM explica que aquecimento em várias regiões do mundo acontecerá devido ao calor que está “preso” na atmosfera devido aos grandes índices de gases de efeito estufa.

 

 

A Organização Meteorológica Mundial, OMM, confirma que o La Niña está acontecendo pelo segundo ano consecutivo e deve durar até o início de 2022, influenciando temperaturas e precipitação. 

 

Durante o La Niña ocorrem mudanças associadas a riscos de chuvas fortes, inundações e secas

 

Por natureza, este fenômeno climático têm uma influência de resfriamento, mas a OMM explica que as temperaturas em várias regiões do mundo deverão ser mais altas do que a média devido aos níveis recorde de gases de efeito estufa “presos” na atmosfera. 

 

 

La Niña 2021/2022 será de fraco a moderado, mas setores como agricultura, saúde, recursos hídricos e gerenciamento de desastres serão afetados

 

 

Impactos na agricultura 


Pelos estudos da OMM, o La Niña 2021/2022 será de fraco a moderado e um pouco mais fraco do que o evento de 2021/2022. Mesmo assim, setores como agricultura, saúde, recursos hídricos e gerenciamento de desastres serão afetados.

 

A OMM fornece apoio e aconselhamento para entidades humanitárias internacionais, na tentativa de reduzir impactos, principalmente em países mais vulneráveis que já estão sofrendo com os extremos climáticos e com os impactos da pandemia de Covid-19.

 

A agência da ONU lembra que com o La Niña, as temperaturas na superfície do Oceano Pacífico central e equatorial leste ficam mais frias e ocorrem também mudanças na circulação atmosférica tropical. Com isso, acontecem mais ventos, mais pressão e mais chuvas. 

 


2021: um dos 10 anos mais quentes 


O secretário-geral da OMM explica que o impacto de resfriamento do último La Niña “fará com que 2021 fique marcado como um dos 10 anos mais quentes já registrados e não o ano mais quente da história”.

 

Apesar disso, Petteri Taalas afirma que “isso não muda a tendência de aquecimento nem reduz a urgência por ação climática”. 

 

A OMM calcula que existe uma chance de 90% das temperaturas na superfície do oceano Pacífico tropical continuarem nos níveis La Niña até o fim do ano e chances de até 80% de permanecerem nesse nível por todo o primeiro trimestre de 2022. 

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